Trocando de biquíni - sem parar
alma gentil não se nega a apontar o caminho certo:
_ Pode ir reto, Satanás!
alma gentil não se nega a apontar o caminho certo:
_ Pode ir reto, Satanás!
Esconde-esconde. Pega-pega. Às vezes, pega-pra-capar.
Óia o tempo que passou. Me mudei para São Paulo e talz... As palavras secaram um pouco. Peguei uma gripe. Úmido o nariz pelo menos. Vira e mexe os olhos coçam e uns dez espirros iniciam/encerram o dia. Muita televisão para ver cenas de horror que me dão tédio. Muito barulho ao qual devo me acostumar para voltar a me ouvir. Me alegro pelos amigos próximos, que me rendem terapias do riso. O ritmo da minha prosa é entre o superficial-contemporâneo e o melancólico-bandeiresco, mas uma hora dessas qualquer reviro a volta. Rá! Trocadalhos do carilho a mais ingênua diversão e muita gente acha que é o supra-sumo da poesia. Em tempos de crise quem tem um olho é rei. Ciclope saravá. Perdida a vontade e/ou capacidade de autocrítica, a gente fala tudo. E vem sem pé nem cabeça a fala ou com pés e cabeças demais. Se quem tem mais cabeças tem mais olhos, então talvez a gente 'teje' no lucro. Um ciclope com várias cabeças ainda é um ciclope? Eu posso inventar esse bicho? Várias almas redondas de etimologia furada e histórias pra boi dormir. Eu só posso dizer que, recentemente, me desencantei da morte, cujo mistério é nenhum.