A gente toma banho. Se esforça pra ficar bonitinho. Sai limpinho de casa. No caminho, vai absorvendo os odores da cidade. CO2, cigarro e perfume mais vagabundo que o nosso. Uma bosta. Eis que, entre o churrasgato e o cecê das sete da manhã, o cheiro vulgar de patchuli traz de volta o melhor Natal da infância.
Maldito Proust.


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