5.6.08

Óia o tempo que passou. Me mudei para São Paulo e talz... As palavras secaram um pouco. Peguei uma gripe. Úmido o nariz pelo menos. Vira e mexe os olhos coçam e uns dez espirros iniciam/encerram o dia. Muita televisão para ver cenas de horror que me dão tédio. Muito barulho ao qual devo me acostumar para voltar a me ouvir. Me alegro pelos amigos próximos, que me rendem terapias do riso. O ritmo da minha prosa é entre o superficial-contemporâneo e o melancólico-bandeiresco, mas uma hora dessas qualquer reviro a volta. Rá! Trocadalhos do carilho a mais ingênua diversão e muita gente acha que é o supra-sumo da poesia. Em tempos de crise quem tem um olho é rei. Ciclope saravá. Perdida a vontade e/ou capacidade de autocrítica, a gente fala tudo. E vem sem pé nem cabeça a fala ou com pés e cabeças demais. Se quem tem mais cabeças tem mais olhos, então talvez a gente 'teje' no lucro. Um ciclope com várias cabeças ainda é um ciclope? Eu posso inventar esse bicho? Várias almas redondas de etimologia furada e histórias pra boi dormir. Eu só posso dizer que, recentemente, me desencantei da morte, cujo mistério é nenhum.

4 Comentários:

Blogger Lilás disse...

Vou aparecer na sua casa com meu nariz de palhaço e uma garrafa de tequila, assim que a vó puder abraçar novamente o etilismo (elitismo?).

7/6/08 17:40  
Blogger Guto Leite disse...

Você sem inspiração é muito mais inspirada do que muita gente, minha amiga! Adoro teu senso lírico de crítica. Em breve, te abordo aí em Sampa. Beijo grande!

7/6/08 22:54  
Anonymous Suiara disse...

Adoro sua "falta" de inspiração!
Sorte na sua nova jornada!
Beijos linda!

9/6/08 18:49  
Anonymous Liz disse...

Taggidi, quanto tenpo!!! Desenterrei meu, há tanto morto, blog. Mande notícias! Beijos

12/6/08 14:53  

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