11.3.09

_ Vou me foder.

Pensou porque estava sendo tão bem fodida que já não fodia mais. Crente de ofício, como era, de que homem só gosta de mulher que fode direito, entreviu em seu comportamento quase angelical o início da queda. E não tardou. Expulsa do paraíso, jurou vingança eterna. Foder todos, para sempre. Pacientemente, esperou o próximo corpo que, evidentemente, comeria frio. Também não tardou a hora. Lambendo os beiços, esfregando as mãos, sem esquecer do que passara e sem descuidar do que viria, comeu devagar, e com cuidado, aquela carne. A carne triste sofria, fodida que estava sendo, como não poderia deixar de ser. Ela, posta de volta a seu pedestal, a lição não esquece: foda, não se deixe foder.

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