24.2.09

Sinto-me frágil como uma criança uma planta um bichano
Um feto um recém-nascido um pobre um adolescente
Sinto-me frágil como naquele dia em que me disseram que eu era feia
Eu concordei

Sinto-me frágil como se inocente diante do júri
Me tivessem condenado à máxima pena
Como se diante de mãe e pai me declarassem
Incapaz

Frágil como um verme uma borboleta
Um raio de sol no inverno

Não há quem me afague os cabelos.

2 Comentários:

Blogger Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Não vou falar nada. Eu só queria te afagar os cabelos. E é isso. Se eu falasse mais algumas coisa, tiraria toda a beleza do seu poema, que é, sinceramente, vida em estado bruto, sentimento em pulsação de veia, sangue que jorra como esperma, tudo isso ao mesmo tempo em uma melancolia de chuva fina e de passarinho que julgávamos morto na sacada mas que de uma hora pra outra saiu voando. Não vou falar nada, eu só queria te afagar os cabelos, moça do Rá.

24/2/09 15:44  
Blogger Tagg disse...

Então talvez eu pudesse dormir. ;)
Boa noite, que eu estou morrendo de sono. :-)

27/2/09 02:52  

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