19.1.09

Tarde quente sem poesia
Nem chistes, nem poesia

Cidade cinzenta somente
Aporrinhando a gente.

2 Comentários:

Blogger Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Quanto mais concreto, menos gosto. Já morei em uma capital quando tinha oito anos e me traumatizei porque fiquei uns cinco anos longe do meu pastor alemão. Quando voltei, ele estava mudado. Meu pai havia dado o Ringo (esse era o nome dele) para um sujeito que criava galinhas. Logo, ele só conseguia comer carne crua. Não demorou muito e tive que viajar novamente e fiquei mais um tempo longe até voltar para cá, sabendo que daqui uns três anos ficarei mais um bom tempo longe. Mas quando me vejo cinza, sempre lembro disso: concreto. A morte é a falta de imaginação.

20/1/09 23:27  
Anonymous tagg disse...

eu gosto de concreto com verde, com vermelho, com cinza. gosto de cidade grande. minha Pasárgada é uma avenida imensa e entulhada de carro e gente - mentira. verdade é que as tardes salobras se instalam no olho nosso em qualquer lugar, quando a boca e o coração perdem o paladar.

22/1/09 18:57  

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