27.2.09

sou do tipo que resiste ao sono. durmo porque é o jeito. depois, resisto a acordar. acordo porque é o jeito. levantar, então?! não tem coisa mais difícil.

2 Comentários:

Blogger Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Somos então feitos de ritos e copos, sendo que o egoísmo nos destrói e levanta a cada gole. Outras coisas podem surgir, sendo que a loucura é uma delas. Mas quanto a ajudar os outros, trago comigo essa mácula que talvez tenha aprendido na Catequese que minha mãe, cristã como é, obrigou-me a fazer: gosto de fazer o bem para quem precisa de ajuda, apesar de saber que estou mais criando flores ao redor do meu umbigo do que qualquer outra coisa. Mas ter consciência da morte é aprender a morrer, como disse o Montaigne se referindo à filosofia. E quanto a essa sua rebeldia grávida em cada palavra, gosto do gosto dela, gosto dos fragmentos de rua que ela tem, ainda que sejas, aí em São Paulo, mais aslfalto que terra, o que muito se diferencia de mim, que, apesar de também ser da cidade, tento ser mais terra que asfalto. Cuide-se e não beba demais. Caso for beber demais, me chame que te acompanho. E depois escrevemos a obra mais genial de todos os tempos, difícil de sair como acordar e levantar sem diazepans, rivotrils e ligadores afins somados a um café preto bem forte e um cigarro.

28/2/09 20:59  
Anonymous tagg disse...

Afe! Não gosto de dormir porque adoro estar acordada e viver e/ou pensar :). Não gosto de acordar porque adoro viver o sonho, onde mais que nunca me vivo. Levantar é terrível porque se chove, se faz um pouco de frio, a cama fica tão boa que fico querendo um amor que surja do nada e só a idéia disso me põe tão feliz que fico esperando - risos, risos, risos.
(Conto um segredo: eu sei do que você está falando, mas eu não quero falar sobre isso, ok?)
Quanto à nossa LBV :), insisto, não seja tão cruel consigo, somos vaidosos, sim, egoístas pra caralho, uns selvagens (por favor, não vá concentrar-se nessa palavra), mas muitos de nós temos essa disposição de ir até o outro, ouvir, estender a mão, indepedentemente do credo em deus pai (apesar de achar o conceito de caridade lindíssimo) e se você, adolescente romântico e vivo como imagino, um dia se viu feliz na ilusão de ajudar, nada mais fez que seguir o seu movimento, o movimento dos olhos que vão até o outro (vamos esquecer nossas filosofias e psicanálises). Seja menos machadiano, admita que nessa sua alma de terra há a semente da bondade, palavra hoje hedionda (caralho, olha eu tentando ajudar).
E venha beber comigo, que também estou pensando em parar de beber. Nessa cidade que não é minha faz um sol de lascar e mais tarde deve chover. Sinto inveja ao pensar que você sentiria o cheiro da terra nessa hora. Até mais, Eduardo.
p.s.: fico pensando se revisaríamos essa obra. O acordo ortográfico me tirou algumas belezas, como o acento de 'idéia'. Ou eu estou muito 'veia' e já avessa à mudança?
p.s.: como está o seu domingo?

1/3/09 12:28  

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