10.1.09

Inocentes, os meninos
Sorriem quando eu passo.

Devolvo o sorriso,

Não a inocência.

3 Comentários:

Blogger Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Há cinco anos atrás (mais ou menos), quando possivelmente eu era mais "inocente", escrevi algo que me veio a mente no exato momento em que li essas suas linhas: "A inocência do corpo/comove e constrange./A inocência do corpo,/espelho defronte espelho,/acusa sem rodeios:/culpado! culpado! culpado!" Vendo minhas linhas de ontem depois de ver suas linhas de hoje, percebo que eu mal sabia do que estava falando naquela época, apesar de achar que estava mais certo do que muitos por aí. Hoje pelo menos eu sei que mal sabia e sei que ainda não sei. Quanto mais a gente teoriza, mais a gente mente, você sabe disso. É algo como contar uma mentira domingo de manhã pra desculpar a noitada na rua: por mais que soe verdadeiro, o tremor dos seus lábios ou a coceira no nariz dirão o contrário. E quanto ao que vejo de você nesses textos, me parece que você tem surtos poéticos. Ou talvez esteja escrevendo muito mais do que existe aqui mas não divulgue. E sinceramente espero que não seja só impressão.

11/1/09 17:12  
Blogger Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Há cinco anos atrás (mais ou menos), quando possivelmente eu era mais "inocente", escrevi algo que me veio a mente no exato momento em que li essas suas linhas: "A inocência do corpo/comove e constrange./A inocência do corpo,/espelho defronte espelho,/acusa sem rodeios:/culpado! culpado! culpado!" Vendo minhas linhas de ontem depois de ver suas linhas de hoje, percebo que eu mal sabia do que estava falando naquela época, apesar de achar que estava mais certo do que muitos por aí. Hoje pelo menos eu sei que mal sabia e sei que ainda não sei. Quanto mais a gente teoriza, mais a gente mente, você sabe disso. É algo como contar uma mentira domingo de manhã pra desculpar a noitada na rua: por mais que soe verdadeiro, o tremor dos seus lábios ou a coceira no nariz dirão o contrário. E quanto ao que vejo de você nesses textos, me parece que você tem surtos poéticos. Ou talvez esteja escrevendo muito mais do que existe aqui mas não divulgue. E sinceramente espero que não seja só impressão.

11/1/09 17:12  
Anonymous tagg disse...

Eu tenho surtos, sim. Escrevo mais do que publico, mas são surtos. Você está certo. E eu prefiro mesmo poetear a teorizar, usar mentiras em verso.

11/1/09 21:21  

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