como com os olhos tuas palavras
de ti é o que ainda tenho
bem que não seja meu
o gosto das tuas palavras
na minha língua traz
o gosto da tua língua
ai que saudade
sobe à cabeça tão fina cocaína
eu fecho os olhos as tuas palavras
os teus olhos tristes
fecho os olhos os teus olhos tristes
como eu os amo
vou gozar agora
tua barba me roça o pescoço
tuas mãos
me apertando as nádegas
as tuas palavras jorram
acaricio as tuas palavras
gozo e choro em duas leituras
nunca contentamento
de ti é o que ainda tenho
bem que não seja meu
o gosto das tuas palavras
na minha língua traz
o gosto da tua língua
ai que saudade
sobe à cabeça tão fina cocaína
eu fecho os olhos as tuas palavras
os teus olhos tristes
fecho os olhos os teus olhos tristes
como eu os amo
vou gozar agora
tua barba me roça o pescoço
tuas mãos
me apertando as nádegas
as tuas palavras jorram
acaricio as tuas palavras
gozo e choro em duas leituras
nunca contentamento


3 Comentários:
Lindo, me fez lembrar música do Chico. Bj.
duas línguas, quando se juntam,
fecham os olhos.
as palavrasseembaralhamenãoseouvemaisnada
nem precisa.
Nunca contentamento, sempre constrangimento.
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